Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009

Quando Carnaval Chegar

Quem me vê sempre parado, distante garante que eu não sei sambar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu tô só vendo, sabendo, sentindo, escutando e não posso falar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu vejo as pernas de louça da moça que passa e não posso pegar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Há quanto tempo desejo seu beijo molhado de maracujá
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
E quem me ofende, humilhando, pisando, pensando que eu vou aturar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
E quem me vê apanhando da vida duvida que eu vá revidar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu vejo a barra do dia surgindo, pedindo pra gente cantar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu tenho tanta alegria, adiada, abafada, quem dera gritar

-Chico Buarque-

Segunda-feira, 2 de Fevereiro de 2009

Lapsos

Por um minuto eu me apaixonei.
Por dois minutos esperei.
Por três, ela partiu.
E me deixou o resto da eternidade pensando naquele ultimo segundo.

Quarta-feira, 15 de Outubro de 2008

Assim dizia...

Acho que nesse momento da minha vida, Nietzsche tem um tanto de razão.
Preciso me encher mais da vontades e de planos.

Segunda-feira, 7 de Julho de 2008

Pontadas.

Certas pontadas doem como se ainda não tivesse calejado!
Talvez, seja essa a graça.

Quinta-feira, 10 de Abril de 2008

Sinal Vermelho

Isso está um tanto largado.
Culpa dos números que me artomentam, e da falta de vontade de criação.
Vou faxinar minhas coisas.
Volto em breve

Domingo, 17 de Fevereiro de 2008

O mar

Choveu muito há dias atrás e com ela veio a bagunça.
As ondas não se entedem, se debatem, discutem não há um entedimento.
Uns dizem que a culpa é do vento, outros culpam Netuno, cada qual com sua mitologia. Eu não sei a causa, procuro raciocinar, mas não há leitura.
Resolvo entrar no mar, sentindo muito medo eu me arrisco, minha curiosidade não me deixa em paz, não consigo entender o motivo de tanta confusão.
Resolvo tateá-lo e ouvi-lo, mas não há entendimento, eu não faço parte desse mundo. Me afogo, perco ar, tusso e cuspo.
Continuo sem encontrar qual a verdadeira causa de sua ira, mas já surgem suposições.
Talvez pela abrangência da chuva que o toca, quase beliscando, com inúmeras gotas.
Talvez pela fuga repentina daqueles dias ensolarados, que deixa saudades.
Acho que sofre mesmo, é de amor.

Domingo, 3 de Fevereiro de 2008

Suposições de Pré-sono

Engraçado como todos os dias penso nas transformações.
Não quero mudar o tempo todo, gosto do que vivo e me acomodo um pouco.
Penso nos possíveís rumos que a vida tomaria se escolhesse o sim ao invés do não, o errado pelo certo, o amor pelo sofrer, o dia pela noite, a vida pela morte.
Não gosto muito do rumo deste último, pois não me inclui na continuidade da estória, gosto de atuar no que dirijo, que com fatos e suposições eu vou criando ao longo da noite. Mas, é inevitávelmente pensante.
Todos pensamos como seriam as coisas "post mortem", se morressemos bebendo, ou ao lado da pessoa amada, ou quando estivesse na cama, em que naqueles dias mais felizes juráva-se eternidades, planos no escuro.
São tantas escolhas feitas todos os dias. Quantos mundos paralelamentes antitéticos devem existir? Por quantas pessoas me apaixonaria se escolhesse o caminho mais curto, ou o mais feio?
Será que faria amigos bebendo leite? Ou se dançasse ballet em vez de chutar uma pelota?

Pra toda escolha há um destino semi-feito, bruto e rabiscado.

As vezes é preciso parar de pensar, pelo menos pra tentar dormir.

Como faz calor aqui!

Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008

Rosiano

"Viver seja talvez somente guardar o lugar de outrem, ainda diferente, ausente."

"Infelicidade é questão de prefixo."

"Todo fim é exato. Só ficaram as flores."


- João Guimarães Rosa-

Domingo, 13 de Janeiro de 2008

Tico-Tico e Tatuí

Dois redemoinhos passaram por aqui, mudaram as coisas de lugar, foram embora e deixaram as lágrimas.

E o silêncio também.